Como é que é? #6: Quem te dá os direitos?!

Hayley Mills e Natalie Akers explicam como guiar a sua campanha pelas águas potencialmente turvas de direitos e clearance, e por que a Covid-19 está a tornar o aconselhamento especializado mais valioso do que nunca.

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Este artigo foi originalmente publicado no site da Peach. Saiba mais sobre a mudança de marca da Peach para a Cape.io.

Não deixe nada ao acaso. 

Desde que nos lembramos, estas têm sido as palavras a seguir no que diz respeito a direitos e autorizações - e por um bom motivo. Ao longo dos anos, vimos campanhas falharem das formas mais ridículas (e dispendiosas), e tudo isto pode ser muito evitável.

Algumas das questões de direitos e autorizações mais imprevisíveis e, francamente, mais bizarras que têm causado problemas aos anunciantes incluem (mas não se limitam a):

  • All Shook Up: Se quiser incluir um imitador de Elvis Presley no seu anúncio, terá de obter autorização junto dos representantes do espólio de Elvis Presley. Felizmente, eles ainda se reúnem uma vez por mês para discutir precisamente estas questões.

  • De olho na Torre Eiffel: Se quiser usar uma imagem da Torre Eiffel durante o dia, não há problema nenhum. Se quiser uma imagem ou filmagem da mesma à noite, no entanto, precisará de obter autorização da fabricante de componentes eletrónicos Phillips, que detém todas as lâmpadas que iluminam o famoso monumento após o anoitecer. 

  • Uma fruteira perfeita: Ainda em França, convém ter cuidado ao incluir uma fruteira no seu anúncio. Deve certificar-se de que a sua fruteira está numa mesa de sala de jantar e não em qualquer outra superfície ou divisão de uma casa (incluindo a cozinha). Pelo que percebemos, isto serve para promover estilos de vida saudáveis.

  • Tatuagens marcantes: Algo que tem apanhado cada vez mais campanhas de surpresa são os atores com tatuagens. Dado que muitas pessoas gostam de fazer tatuagens de propriedade intelectual (pode ser o emblema de uma equipa de futebol ou a capa de um álbum, por exemplo), isto está a causar dores de cabeça no que diz respeito à obtenção de direitos para redistribuir estas imagens.

  • A ladrar por aí: Se planeia mascarar um cão para efeitos do seu anúncio no Reino Unido, terá de garantir que consegue provar que comprou a fantasia do seu cão numa loja de animais. 

Claramente, o mundo dos direitos e autorizações está repleto de armadilhas e riscos que não passariam naturalmente pela cabeça de ninguém durante as fases iniciais de argumento ou planeamento de uma campanha. É quase impossível estar a par de tudo o que pode correr mal, e não se pode esperar que alguém que não viva e respire regulamentações esteja a par de tudo. Embora os exemplos listados acima sejam alguns dos mais divertidos, os mais comuns e frustrantes que vemos surgir tendem a ser bastante mundanos.

Por exemplo, tem um carro a aparecer no enquadramento em algum momento do seu anúncio? Se sim, é melhor garantir que está em excelentes condições, caso contrário poderá ter dificuldades em obter a autorização do fabricante. Está a fazer um anúncio de Natal? Terá de estar ciente da lei do Reino Unido que proíbe canções religiosas em anúncios publicitários, e escolher com sabedoria o seu cântico de Natal preferido. Tem um animal no estúdio? Certifique-se de que tem uma declaração assinada por um veterinário qualificado para provar que este não sofreu maus-tratos durante qualquer fase da produção. A lista continua e continua.

Como que para aumentar a pressão, o organismo de autorização de anúncios do Reino Unido, a ClearCast, não será responsável por quaisquer problemas de direitos de autor que venha a encontrar. Se cometer um erro dispendioso de direitos de autor, as consequências serão suas. 

Complicações da Covid

Tudo o que foi dito acima já tornava a aprovação do seu anúncio pelos organismos reguladores sem quaisquer problemas de direitos um potencial campo minado muito antes de o Coronavírus lançar o caos em tudo. A pandemia veio complicar ainda mais as coisas, com uma série de novas regras e regulamentos com que lidar.

Por exemplo, os atores infantis precisarão agora, em alguns casos, de uma declaração extra por escrito dos seus pais. Um anúncio em que estivemos envolvidos recentemente contava com atores infantis e também com um cão, pelo que, além disso, tivemos de garantir que tínhamos um certificado do veterinário a provar que o cão estava livre de Covid, e precisámos também de um treinador de cães profissional no estúdio de gravação, bem como do dono do cão. Ah, e ambos precisaram de passar por uma avaliação médica. 

Contas feitas, é muito mais seguro falar com os especialistas antes de iniciar qualquer campanha. Na Peach People, ajudamos as empresas com a parte administrativa da publicidade em vídeo, e podemos estar envolvidos logo desde as fases iniciais de uma campanha para que todos os envolvidos saibam com o que contam antes mesmo de estes obstáculos surgirem.

Apesar de um mundo em rápida mudança, aquele conselho antigo faz mais sentido do que nunca. Porquê deixar o que quer que seja ao acaso? 

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